
Capítulo 1
8 meses atrás: Na Agência Espacial Americana - And you know what exactly is that or where it happened? (E vocês sabem ao certo o que é ou aonde aconteceu?) - Senhor, não sabemos ao certo o que é. Acreditamos que foi causado pela tempestade que houve hoje em Huambo, uma província... - de Angola - o general corta o cientista. - Já estive lá antes. - Acabamos de detectá-lo, por isso chamei-o o mais rápido que pude senhor. Com sorte as outras agências ainda não o declararam ao estado angolano. - Fez muito bem Henry. - responde o general. - Por enquanto mantenham o sigilo e não divulguem nada na imprensa, e se as outras agências o dectetaram também, peçam o máximo de sigilo. Não queremos assustar a população. - E se eles se recusarem senhor? - Mande a mídia abafar e dizer que é Fake News. - Sim senhor. - Thomas, põe em linha o diretor da SSPA. - É para já senhor. - Em linha senhor. - diz Thomas passando o telefone. - Director Souza, como vai? - General Thompson. Quanto tempo. Eu vou bem e o senhor? - Muito bem Souza. Muitos parabéns pelo novo cargo. - Obrigado general. Mas suponho que não ligou para me dar as felicitações. - Pois bem Director. Eu estou aqui na agência espacial americana porque detectamos algo que aconteceu aí em Angola... No Presente Ingombotas, Luanda, Angola - Querido, por favor. Faz isso pela tua mãe. - disse a senhora ao seu filho. - Tá bem mamã. Eu vou. - responde o rapaz convencido pelo olhar da mãe. - Muito obrigada meu filho. Me encontra aqui mesmo na bancada, ainda vou estar a vender hoje. - Está bem. O rapaz recebeu o dinheiro de sua mãe, e abandonou a pequena, e muito organizada, praça. Saiu caminhando daí, até uma loja. Comprou algumas coisas que sua mãe pediu e foi embora. Enquanto caminhava pelo passeio de volta à praça, percebeu que estava a ser seguido por alguém, vestido com uma capa preta e capuz. Depois de andar mais um pouco, em passos largos ele cruza uma esquina. A pessoa apressa-se atrás dele e, ao cruzar a esquina, é surpreendida com ele na sua frente. - Perdeste alguma coisa comigo? - pergunta o rapaz pegando no braço, não enxergando ainda quem era por causa do capuz. A pessoa puxa o seu braço às pressas e dá meia volta pra ir embora. - Ei! - o rapaz tenta impedi-la mas só consegue puxar a capa da pessoa. E então ele a viu. Era uma rapariga. Mas não uma rapariga qualquer, ela era estranha. Seus olhos eram castanho-claros, mas muito claros. Seu cabelo estava preso em um puchinho mas era muito grande, e com pequenas flores presas à ele. Sua pele era negra mas seus pêlos eram meio aloirados. Apesar de estranha, o rapaz ficou admirado com tamanha beleza. Parecia surreal. Percebendo o olhar espantado do rapaz, em um movimento rápido, ela puxa a sua capa e começa a correr. - Espera! - o rapaz corre atrás dela. - Espera! - ele a perseguia correndo com as compras na mão. O saco das compras rebenta, e o rapaz abaixa-se para tirar rapidamente as compras do chão, mas quando olha pra frente a rapariga já havia desaparecido. (...) - Pêlos loiros? Viste mesmo bem Cairo? - pergunta o seu amigo não dando-o tanto crédito. - Claro que vi! Ela era... diferente, sério. Talvez seja russa, alguma albina diferente ou ... - Tá bom, suponhamos que seja uma russa, estrangeira, ou o que seja. - seu amigo o corta. - Porquê que ela haveria de andar atrás de ti? - Eu sei lá Edmilson. - responde Cairo. - Talvez você viu mal por causa do sol ou quê lá. - Não! Eu vi bem. - Bom, o que eu sei - dizia Edmilson virando-se pra ele - é que eu tenho coisas importantes para fazer agora. - Tá bom, te vejo então amanhã na escola. - Até manhã sonhador. - Edmilson sorri pra ele e antes que Cairo pudesse responder alguma coisa atravessa a estrada. - EDDY! - grita Cairo. - FALA! - grita de volta o seu amigo. - ELA EXISTE! - MAS É CLARO QUE ELA EXISTE CAIRO!
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